Julho. Prometi que viria antes do final do mês, não era para ter demorado tanto, o mês foi cheio. Cheio de tristeza e de alegria. Na mesma intensidade, com a força de um vulcão, em proporções equivalentes.
No início do mês a casinha foi assaltada, agora somos um número na estatística da violência urbana crescente do nosso país. Detalhes não vêm ao caso, nada é capaz de dimensionar a sensação de impotência daquele momento. Passado o choque que paralisou a casinha por vários dias, chegou a hora de respirar fundo, erguer as mangas, fazer aquela faxina interna e externa.
É hora de agradecer o Papai do Céu pela vida, agradecer pelos valores morais e éticos que aprendemos em casa, na escola, na vida. Chegou a hora de por tudo em ordem e, aos poucos, virar a página.
Fácil? Não. Não é. O medo, a raiva e a incompreensão ainda estão muito presentes. Mas é preciso seguir. É preciso voltar a sorrir. '...É preciso saber viver..."
Justamente com o intuito de seguir o nosso caminho, de sorrir até as bochechas doerem é que a viagem para SP se manteve nos planos, apenas o retorno foi antecipado.
No roteiro, Casa Cor SP e Mega Artesanal entraram para a lista de trabalho, que somou-se aos paparicos da família e dos amigos. :)
Sábado foi dia de Casa Cor no Jockey Club, na companhia do Rodrigo e da Alessandra, os queridos do Studio Costa Marques, que projetaram lindamente o Hall de Entrada e o Lounge Gourmet Brastemp, ambiente que foi morada das nossas mantas durante os dias geladinhos de inverno.
Olha elas aí, na foto abaixo, acondicionadas no cesto de inox:
Sábado de trabalho, Domingo de descanso e carinho. Carinho da família num almoço delicinha. O dia fechou com chave de ouro, revendo amigos, ganhando mais carinho e matando um pouco da saudade, nosso tempo foi curtinho, não deu pra matar toda saudade, mas sempre é muito bom estar na companhia de vocês: Paty, Rafa, Bruno, Flá!
Faltaram vários queridos neste time do reencontro, do abraço quebra costelas... Nunca dá tempo para tudo. Nem para todos :(
O roteiro, foi bastante enxuto, se compararmos com viagens anteriores à SP. Na segunda rolou Liberdade, no sentido amplo da palavra e literal do bairro, fui com Flávia, Rafa e a Patricia. Entre compras e descobertas japonesas, uma paradinha na Daisô, seguimos para o roteiro mais carimbado dos arredores da 25 de Março, a rua Cavalheiro Basilio Jafet, o paraíso dos tecidos. Comprei muitos metros! Muitos mesmo, a nossa casinha está abastecida. O dia já funcionou como aquecimento para a Mega Artesanal.
Terça foi dia de feira, não qualquer feira, a maior feira craft da América Latina. A bichinha é grande mesmo, estar lá é uma diversão. Como já fui outras vezes o evento deixa de ser novidade e já não impressiona como da primeira vez. As compras são selecionadas, os estandes são apreciados com mais calma e crítica. Claro que o dia de lojista, menos cheio, também facilita bastante esta tarefa. As sacolinhas não se enchem pelo impulso.
Os encontros são uma alegria, ver ao vivo pessoas que só temos contato virtual é sempre gratificante. Adorei conversar com a Rita Paiva da Revista Make, bater papo com a Elô - Pedaço de Amor, a Simone - Baú de Sonhos e a conterrânea do Sul, Cris Jaeger, queridas que acompanho e torço e que estavam lá, ralando, dando a cara a tapa e mostrando lindos trabalhos. É essa gente que faz, que torna a Mega assim: artesanal e linda! São esses abraços que fazem a feira valer a pena.
Claro que depois de andar o Centro de Convenções Imigrantes todo dia, a noite acaba com muito glamour, de pantufas no tapete vermelho da casa da Flávia. :P

Se noutras vezes não dava tempo de sentar no sofá, nesta viagem a família teve vez, o sofá da Starbucks teve vez, a última manhã foi livre, sob as cobertas, com uma conversa longa e gostosa, regada com café e muitas risadas. Me permiti este tempo, me deixei mimar e ser paparicada. Foi a melhor escolha.
Os compromissos? Estes foram cumpridos com muita alegria, não permitiria que me roubassem dois grandes prazeres da vida: estar com quem amo, fazendo o que amo.
Obrigada de todo coração!