02 janeiro 2014

Simples assim!


Hoje o papo é longo, mas é inicio de ano, estamos descansados e uma leitura é bem vinda. Depois vocês comentam se valeu a pena ler o post. Esse texto era para ter saído em dezembro, mas diante da correria de final de ano, ele ficou para trás. 

E voltou hoje, depois da leitura do texto a seguir, na coluna do Rogério Mendelski, Jornal Correio do Povo(RS), 02.02.2014
"Primeiro dia de aula, o professor de 'Introdução ao Direito' entrou na sala e a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila:
- Qual é o seu nome?
- Chamo-me Nelson, Senhor.
- Saia de minha aula e não volte nunca mais! - gritou o desagradável professor.
Nelson estava desconcertado. Quando voltou a si, levantou-se rapidamente, recolheu suas coisas e saiu da sala.
Todos estavam assustados e indignados, porém ninguém falou nada.
- Agora sim! - vamos começar .
- Para que servem as leis? Perguntou o professor - Seguiam assustados ainda os alunos, porém pouco a pouco começaram a responder à sua pergunta:
- Para que haja uma ordem em nossa sociedade.
- Não! - respondia o professor.
- Para cumpri-las.
- Não!
- Para que as pessoas erradas paguem por seus atos.
- Não!
- Será que ninguém sabe responder a esta pergunta?!
- Para que haja justiça - falou timidamente uma garota.
- Até que enfim! É isso, para que haja justiça.
E agora, para que serve a justiça?
Todos começaram a ficar incomodados pela atitude tão grosseira.
Porém, seguíamos respondendo:
- Para salvaguardar os direitos humanos...
- Bem, que mais? - perguntava o professor .
- Para diferençar o certo do errado, para premiar a quem faz o bem...
- Ok, não está mal porém respondam a esta pergunta:
"Agi corretamente ao expulsar Nelson da sala de aula?"
Todos ficaram calados, ninguém respondia.
- Quero uma resposta decidida e unânime!
- Não! - responderam todos a uma só voz.
- Poderia dizer-se que cometi uma injustiça?
- Sim!
- E por que ninguém fez nada a respeito? Para que queremos leis e regras se não dispomos da vontade necessária para praticá-las? Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar quando presenciar uma injustiça. Todos. Não voltem a ficar calados, nunca mais!
Vá buscar o Nelson - Disse. Afinal, ele é o professor, eu sou aluno de outro período.
Aprenda: Quando não defendemos nossos direitos, perdemos a dignidade e a dignidade não se negocia."


Toda esta introdução foi para chegar nesta foto:
Encomenda de porta passaportes. Perfeita?  Pronta? Quase, faltava apenas os botões. O que é nada para o corre-corre de dezembro. Entretanto, no porta-passaportes da Karina, erramos na hora de por o botão de pressão. Simples, basta retirar e colocar novamente. Mais ou menos assim. Poque às vezes dá certo, noutras não. Neste caso, não deu. Era tarde da noite, a vontade era xingar o mundo, praguejar o relógio, reclamar do cansaço, e se entregar ao sono. Poxa, porque errar logo uma peça bordada? Sério que não tinha jeito? 
A brasileira, que não desiste nunca, iria entregar o jogo, sem tentar uma solução? Não!
Uma solução seria ouro, naquele momento. E tentei!
Funcionou? Hummm para falar bem a verdade, tecnicamente funcionou, o botão abria e fechava. Mas honestamente não funcionou. Quando o botão errado foi retirado, forcei demais o tecido. Para colocar outro botão no mesmo lugar só remendando.

Olhando rápido, bem rápido as fotos acima, nem dá para perceber. É na parte interna, no fundinho da peça, e lógico que a Karina nunca iria perceber. Será?
Se ela for 
chata como eu, ela vira, revira, olha do avesso e percebe o remendo. Pois ele esta ali, bem visível, quase gritando! E ele continua aqui. Aqui na casinha.
Porque mesmo cansada, com sono, com dor nas costas, refiz o bordado, refiz a peça e entreguei a encomenda perfeita.
Por que? Mas porque refazer tudo?
Porque adoro Shakira com sua música LOCA, loca, loca?! Não!!!
Porque o certo é certo mesmo que ninguém faça ou veja e o errado é errado, mesmo que todos estejam fazendo.
Karina, tinha o mesmo direito que Rose, Graziela, Soninha, Carolina ou qualquer nome que eu tenha bordado de ter um porta passaporte do Atelier Caseiro, perfeito! Sem erros, sem remendos, sem acabamentos mal feito. 
E é assim, com essa determinação, com essa vontade de fazer mais e melhor, mantendo a qualidade é que farei todas as encomendas, que atendei todos vocês, porque acima de tudo, tenho respeito por você, meu cliente! Cliente desta casinha!

5 comentários:

Cibele Studart disse...

Esse padrão e qualidade eu conheço há muito tempo, e cá entre nós: tá cada dia melhor ;)
Por isso que faço questão de ser tua cliente VIP :D

cidoleta disse...

Muito bom esse post,fiquei muito inspirada,artesanato é assim mesmo nem sempre dá certo de primeira e as vezes a vontade é mesmo deixar prá lá. Mas a nossa consciência não deixa e ver um trabalho bem feito e bem acabado é a nossa recompensa.bjs e valeu !

Amour Cafuné disse...

Inspirador!! O certo é o certo.. sem mais! E que venha 2014..
Sucesso pra vc..
Bju
Joanna

Camila Faria disse...

Que bela atitude! Super inspiradora! Que lindo exemplo para começar bem 2014!

http://naomemandeflores.com

Feltro no capricho disse...

Parece eu terminando minhas coisas de natal..com sono...e refazendo tudo que não ficou de acordo....também sou assim...
Feliz 2014.
Beijos
:)
Fernanda Eccel.