27 julho 2015

Aula de Costura Temática > Itália!

Aulas temáticas requerem um planejamento, um cuidado prévio para que no dia tudo esteja de acordo com a expectativa dos alunos. 
Dá um certo trabalhinho executá-las, mas adoramos uma muvuca! Os desafios, são encantadores.
E, foi assim, com uma trilha sonora para lá de italiana, que no sábado passado abrimos as portas desta casinha e viajamos para Itália.
Mais do que uma aula, foi uma grande festa!
 
 
Naturalmente, Itália, significa mesa farta. E foi.
Bolinhos de castanha sem cobertura, e com cobertura leite condensado e Nutella. Sanduíches de pasta rosa. Guloseimas. Biscoitos...
 

 
 
Tempero? Não faltou. O Azeite de Oliva, foi aromatizado com alecrim e pimenta dedo de moça da horta da Mamma e as garrafas foram as lembrancinhas da aula. 

Vale lembrar, que não era dia de Culinária com Amor.
O dia foi da costura e ela veio cheia de graça!
Minhas alunas costuraram um porta travessa como este da foto abaixo, com tecido  de estampa italiana do lado externo e um clássico xadrez em verde e vermelho na parte interna. Aliás, as cores verde e vermelho, confundiram muita gente e todos estavam apostando no tema do Natal. Não, ainda não era dia de Papai Noel.
 

 
Na aula também ensinamos o canto mitrado para toalhas e guardanapos de pano! Perfeitinho e delicado.
 
É ou não é divertido passar umas horas assim com costuras, papá delicia e risadas entre amigas? É uma delícia e é assim, tudo junto e misturado.
Vou contar um segredinho, teve aluna que dançou a Tarantella! E foi demais. E teve Querida fazendo visita surpresa e dando muitas risadas conosco!
 
 
Momento, já posso morrer de orgulho da minha aluna mostrando que aprendeu a fazer o pontinho invisível com perfeição?
Uns nem ligam, mas eu me emociono com a dedicação que estas meninas têm para aprender a fazer mais e melhor!
Eu me encanto com o empenho delas e adoro ver o tanto que crescem a cada aula. Sempre cheias de ideias, com perguntas construtivas, com sede de aprender e fico feliz por ajuda-las nesse caminho de paninhos e linhas.
 
E nossa aula acaba com a peça pronta, porque terminar em casa não tem graça e elas já sabem que a foto final, a mais clássica, é a costura finita.
 
Neste dia, além de felizes com a aprendizado, elas saíram cheias de planos de encher a marmita na casa dos amigos... Ih contei. Hahaha!

E depois de uma manhã assim, eu estava orgulhosa, cansada, feliz e muito grata pelo trabalho que tenho.
Grata, por ter uma turma lotada e um tanto de Fofolétis esperando vagas e novos horários. Tenham certeza de que todas vocês terão uma chance, estamos trabalhando por mais horários. Só peço, mais um pouquinho de paciência.
E que venha agosto e que venha leve, que nos traga sorrisos e muita diversão.
Auguri

05 julho 2015

SP + Mega Artesanal 2015

Como é gostoso atualizar e blog e dividir mais uma viagem com vocês.  
 
Dia 26 de junho embarcamos para São Paulo/SP. A ideia era curtir o final de semana na capital com a família e depois engatar trabalho segunda e terça-feira, retornando na quarta, dia 1° de julho. E, assim fizemos.
O final de semana com a família teve muito carinho, risadas, sol, céu azul, longas caminhadas... Teve shopping, parque Ibirapuera... Vinho e papá delícia. Mimo, muito mimo de sexta a Domingo ♥
A segunda, dia 29, começou geladinha na capital paulista e acompanhada da Flávia o roteiro do dia incluía a região da 25 de Março e o da bairro da Liberdade. Como em abril passado, SP já tinha sido nosso destino, desta vez a lista de compras era bem menor (nem por isso a mala veio menos cheia!)


Encontramos com a fadinha do Atelier, Stella Hoff e seu bebê Fofuxo na ATX, uma loja de tecidos bem conhecida, já havíamos estado lá no ano passado. A loja é super organizada, fomos recebidas pela gerente Carla, com quem já havia trocado e-mail e combinado previamente um pedido de mantas, com valor bem mais em conta que aqui no Sul. Selecionei tecidos que o Claudio gentilmente cortou. Não bastasse escolher os tecidos expostos, invadimos o estoque para trazer em primeira mão para os Fofuxos e Fofolétis da casinha, paninhos que seriam lançados na MegaArtesanal :) O ponto alto da loja, sem dúvida é a paciência dos vendedores e a disponibilidade da gerente em auxiliar. Fizemos as compras, saímos para almoçar e no retorno estava tudo certo para ser despachado pela transportadora, não nos preocupamos com nada. Nem cadastro, nem nota, prazos de envio... nada. Foi a Carla quem cuidou de absolutamente tudo.

Para quem anda na região, com sacolas, compras pesadas, limite da bagagem no retorno, isto valeu ouro!
Depois do almoço e da ATX, nos aventuramos por outras lojinhas... Muitos aviamentos, outros tecidos, e até alguns itens de uso pessoal. Confessamos! Desta vez, sem o peso dos tecidos para carregar, não deu para resistir. Não bastasse sair da região central, por volta das 17 horas, quando o comercio está fechando e o trânsito ficando carregado, ainda encaramos um pulinho no bairro japonês. Lá o destino era rápido e rasteiro, Rua Galvão Bueno e seus mercadinhos, repletos de frescurinhas e delicinhas. Cansadas, chegamos em casa  por volta das 19:30 e a clássica cena de espalhar as compras sobre o tapete da sala e ficar babando se repetiu. Isso e uma xícara de cappuccino, encerram o dia que antecede a abertura da maior feira de artesanato da América Latina, MegaArtesanal, nosso destino da terça, 30 de junho.

 
Em 5 anos, esta foi nossa 4° vez na feira que gera amor e ódio entre artesãos. Para alguns a visita não vale a pena, para outros é imperdível. Nem tanto o céu, nem tanto a terra, dá para viver sem, mas por trabalharmos neste meio achamos imprescindível prestigiar o evento.
Como qualquer grande feira, tem pontos positivos/negativos e alguns passam batido em dia exclusivo para lojista, como foi o nosso caso. Desbravamos juntas a feira, Patricia, Eu, Flavia e a garota da Praia Grande, Stella Hoff, que não aparece na foto abaixo (e não mandou a foto que tiramos juntas) ;)
 
 
 
Com este time as risadas foram altas, as conversas foram muitas e a gratidão sem limite. Por isso falamos sempre que de mãos dadas vamos mais longe.
Mas, nem tudo são flores. Pós feira, lemos muitas reclamações sobre filas: do estacionamento, da entrada, banheiro e praça de alimentação. Já fomos em dia que não é restrito a lojistas e realmente isso é bastante cansativo. Além da pequena fila de entrada, pois chegamos antes da abertura, não tivemos nenhum problema com estacionamento, banheiro ou praça de alimentação. No estacionamento, relatamos para organização um buraco, que poderia causar acidentes na saída a noite. Na saída, havia sido colocado um cone sinalizando o perigo. Ganharam pontos no nosso caderninho.
Valores altos, foi outra queixa recorrente, e sentimos isso! O almoço foi cerca de 10,00 mais caro que no shopping, no mesmo restaurante/franquia. Água mineral (levamos na bolsa, aprendizado de outros anos), mas estava custando 5,00 reais a garrafinha. Nenhuma novidade: pouca oferta, muita demanda, preço alto. É assim que funciona. :(
 
Sobre estandes e expositores: Alguns conhecidos por superprodução, estavam mais enxutos, mais discretos mas igualmente bem produzidos. Outros conseguiram superar e aumentar a fofura do ano passado, caso do estande da Amanda Pin, que trabalha com EVA. O material não é a nossa praia, mas o espaço estava gracioso e ela uma simpatia, praticamente uma boneca falante e sorridente. Outra simpática, que recebe todos com um sorriso e um papo gostoso, é a Rita Paiva, no espaço da Revista Make, sem frescura nem estrelismos, tem um abraço sincero que aconchega e uma palavra que motiva.
Na rua dos artesãos, uma alegria encontrar a Cristina Jaeger, gaúcha querida, expondo suas lindezas ao lado da irmã. Vê-las entre os grandões me enche de orgulho. Obrigada pelo abraço apertadinho e pelo carinho.
 
No quesito tecidos: a simpática Ana Morelli lançou sua linda e colorida coleção de tecidos digitalizados, trouxemos os leques na mala. As cores encantam, estavam logo na entrada da feira, chamando bastante atenção.
O Afonso Franco não estava no momento que passamos pelo estande, mas as Fridinhas são uma overdose de formosura. Vontade de trabalhar com todas as cores, mas o amarelo é apaixonante.
 
O estande da Clover arrancou suspiros, despertou desejo com todos os produtos expostos e gerou raiva dos distribuidores no Brasil, que não trazem 1/5 dos produtos que a marca disponibiliza lá fora. Mas a #mimadasim entrou em ação e saímos do stand com a sacola cheia entregue pelas mãos do CEO da marca. Ganhamos clipes de viés, agulhas de tricô e crochê, fita métrica, o catálogo completo e o contato para comprar lá na gringolândia! :) Feliz, feliz!
 
A Eduk fez a estreia em alto estilo, mandou bem nos cursos ao vivo e na venda de qualquer curso já transmitido pelo valor fixo de 50,00 reais. Atendente simpática e cheia de paciência, bem informada e disposta a orientar sobre os cursos a venda. Bacana de ver.
 
Vimos muitos estandes, vimos muitos produtos, mas as vendas pareceram menores do que no ano passado. Os estandes de máquinas, que ano passado estavam cheios, este ano, no dia de lojista, estavam mais vazios e isso chamou bastante atenção.
 
>Lembramos que estas são nossas percepções e nossas opiniões. Não ganhamos nada para citar nomes, nem promovemos nenhuma das marcas.
 
Independente de cheio ou vazio, seguimos achando que SP vale a pena.
Vale a pena ir na MegaArtesanal.
Vale a pena caminhar todo centro de exposições e gastar sola de sapato.
Vale a pena rever amigos e conhecer ao vivo pessoas deste mundinho virtual.
Vale a pena prestigiar colegas de profissão, amigos e queridos que se aventuram por esse mundo das feiras. Sem dúvida o que fica de mais especial, são os encontros, as fotos, os sorrisos e isso não tem preço. É gratuito e faz muito bem.
 
Para quem pensa que depois da Mega o nosso dia acabou, que nada! Eu, Patricia e Flávia ainda esticamos a conversa em casa. Depois, eu e Flávia fomos na Decatlhon comprar umas 'roupitchas' esportivas, para lotar todos os cantinhos das malas. rsrsrs.
 
 

No retorno, uma sopa bem quentinha, um banho e cama! Não ainda não.
Antes, precisávamos afivelar as malas e esticar um pouco a conversa e neste papo esticado, juntando percepções, vimos que a tal crise econômica que para alguns é marolinha, para outros um tsunami, está mostrando a cara. Talvez isto justifique um público menor, menos sacolinhas, menos transeuntes na 25 de março, restaurantes mais vazios. Por outro lado, isso também dá certeza, de que nosso trabalho de formiguinha, contínuo, com passos pequenos, pé por pé, nos leva adiante, nos mantém fortes e com vontade de fazer mais e melhor.
 
 
Foi com esta vontade que retornamos na quarta,  desfizemos as malas, reabrimos na quinta e trabalhamos todo o final de semana, para fazer mais e melhor para vocês, que prestigiam nossos produtos, nosso trabalho e a nossa casinha. Fofuxos e Fofolétis, vocês têm o nosso sincero agradecimento!

21 junho 2015

Arraial + Aula = Arraiaula na Casinha

Boa noite, aproveitando o final do Domingo para bater papo aqui no blog. O outono se foi, o inverno chegou com chuva e frio intenso no Sul do Brasil. Hoje foi dia de comemorar o aniversário do Fã Master da casinha, o Fofuxo Pai!
Como de dias especiais, se faz o nosso calendário, ontem abrimos a casinha para mais uma manhã de aula.
Aproveitamos os tradicionais festejos juninos e nossa aula foi temática. Dá trabalho fazer a produção, mas a diversão é garantida.
Pensar nos detalhes, contar com parceiros que mesmo na última hora, abraçam nossas ideias, não tem preço.
 
As tags serviram de toppers, e também como etiquetas para alguns itens da mesa.
Não tivemos espigas de milho verde, mas confeccionamos estas flores em papel, estruturadas num mandolate (torrone) lembrando as cores e o formato do milho.


 
A brincadeira da pescaria é um clássico junino, não teve prêmio, mas claro que não deixaríamos os peixinhos de fora da nossa aula. 
 
 
Para a decoração, reaproveitamos vários itens desta casinha, então o custo foi mínimo.
A toalha de fita métrica  usada na aula temática de costura, serviu bem de toalha xadrez junina. As bandeirolas, geralmente usadas nos dias de bazar, se transformaram em bandeiras de festa junina. ;)


 
A térmica, arrancou algumas risadas, ela saiu do limbo da casinha(da Fofuxa Mãe ♥). Veio direto do túnel do tempo, do fundo do baú...
 
 
Tão velhinha, um tanto vintage, lindona, vermelha e branca. Foi a sensação! Causou alvoroço e manteve o quentão 'pelando'. O trago, fez a alegria das alunas chegadas num goró.
A jarra em formato de abacaxi, cafona e amada por todos, trouxe uma pitada de diversão para mesa caipira.
 
 
O sanduiche com pasta rosa de queijo e legumes, já é um clássico das aulas. A pasta é gostosa, saudável e forra a pancinha, mantendo todas as alunas bem concentradas na aula.
Tubetes, com amendoins doces e salgados também marcaram presença na lista de papá delícia do nosso 'arraiaula'
 

 
A sacola com lembrancinhas, faz sucesso entre as alunas. Quem não gosta de um mimo? Nós amamos! :D
Fechando a decoração junina:  'bolim' de milho e goiabada cascão em formato de coração, prova que tem muito amor envolvido naquilo que nos propomos fazer.
Amor em abrir as portas da casinha, em receber bem, em acolher alunas dispostas a driblar míseros 8 graus, e aprender mais sobre costura!
Amor em cativar quem esta longe a gostar de costura, a querer estar presente nas nossas aulas e também a se fazer presente mesmo que virtualmente. São tantos queridos que enviam recados em dia de aula, dizendo que gostariam de estar no nosso Atelier Caseiro, que gostariam de fazer as nossas aulas, que queriam participar da nossa festa, que sentem vontade de atravessar o Brasil para mergulhar nessa 'vibe', no alto astral da nossa casinha. 
Queridos que dizem que adorariam entrar no time #AtelierCaseiro #mimadasim venham, vocês serão sempre bem vindos. Vocês, que mesmo distantes, se fazem presentes, nos motivam a trabalhar mais, com o sorriso estampado no rosto e o coração cheinho de amor.
 


Além da festa teve costura sim Sinhô!
Para aula, já havíamos anunciado que faríamos esta mateira. Mateira é uma bolsa, bastante utilizada aqui no Sul do país para carregar os itens do chimarrão: Cuia, garrafa térmica e erva-mate. É a bolsa que carrega a bebida típica dos gaúchos.
Foi adequado juntar duas tradições fortes deste nosso país com tantas culturas e regionalismos. Unimos numa aula só a bebida gaúcha com a tradição das festas do norte/nordeste!
♥  Que bom poder fazer isso.

 
Uma manhã cheia de diversão, de risadas, conversas, papá delicia e costuras. Muitas costuras! Bolsinhos, alças... Afinal de contas não é a mesa farta que nos une, é a costura!
É a dona costura, aquela que junta ponto por ponto que aproxima e transforma toda aula numa grande festa.
 
No final, o orgulho de ver as mateiras finalizadas e prontas para o uso.
Orgulho de ver as meninas com um sorriso no rosto. De ver que ficam surpresas por terem conseguido costurar tudo certo. De ver o brilho no olhar, já querendo combinar a data da próxima aula.
Orgulho de ter as melhores alunas. Alunas dedicadas e interessadas... Alunas comilonas, conversadeiras... Brincadeira. :P Alunas Fofolétis, vocês são demais!
E provaram, com esta peça, estar num nível avançado de costura. Parabéns e estrelas douradas nos boletins.

 
Depois de uma manhã assim, tem como não amar esse mundo das costuras? Nós amamos!
Mais do que nosso trabalho, nosso paga contas, nosso dia a dia, esse mundo encantado da costura é uma grande diversão.
Criar, recriar, inventar, é fazer todo dia um dia de festa! Não tem dia monótono, não tem dia cinza...
O limão vira limonada, caipirinha, tempero de saladas, torta... Não tem tempo ruim, no máximo falta de tempo para tudo o que desejamos fazer em 24 horas.
Que venha uma nova semana. Que venha a próxima aula temática!
Que venham os desafios, eles nos permitem fazer mais e melhor para vocês:  nossos Fofuxos e Fofolétis.

02 junho 2015

Vamos falar de retalhos?

 
Vocês conhecem o monstro retalho, aquele que assombra e sofre mutações de volume em ateliês com muita costura? É dele que vamos falar!
Dizer que retalhos são monstros, é uma brincadeira com um fundinho de verdade. Quem acompanha nosso blog sabe que de tempos em tempos domamos nossos retalhos e toda vez prometemos que não deixaremos o cesto acumular e transbordar.
Ok, não vamos mais prometer isso, porque não iremos cumprir. Em meio a produção de encomendas e estoque, é difícil parar tudo para passar, cortar e organizar retalhos. Há quem separe tudo por cores ou temas ao guardá-los. Aqui é tudo junto e misturado no cestão.
O sério desse papo, é que de tempos em tempos, o bicho retalho coloca as garras de fora, o cesto transborda e o caos se instala. Não dá para seguir o trabalho. O cestão rouba toda concentração, gera angustia e entre correr ou enfrentar, enfrentamos sempre! 
 
 
Esta tarefa requer tempo, disposição e boas ferramentas.
Ferro e tábua de passar, base de corte, cortador circular, lâminas afiadas, réguas e tesouras.
É preciso passar bem todos os tecidos antes de cortá-los.
Como são retalhos não dá para alinhar o tecido no fio, e dependendo da pretensão de uso no patchwork, isso pode comprometer a simetria do trabalho final. Para o uso que estipulamos para os nossos retalhos, não é um problema nem comprometerá o resultado da costura.
Cortar não requer força, é mais uma questão de técnica e manuseio adequado dos equipamentos, bons equipamentos.
Ainda assim, é cansativo quando feito neste volume. Hoje pela manhã, acordei com sensação de formigamento na mão direita. É preciso cuidado para evitar lesões, esse trabalho por horas a fio, não é uma rotina aqui, é eventual, passageiro, do contrário, seria forte candidata a uma lesão por esforço repetitivo.


 
O trabalho avança e o resultado aparece.
Aqui sempre cortamos em tiras, quadrados ou no formato DresdenPlate, utilizando réguas de diversos tamanhos, buscando sempre aproveitar os tecidos maiores e refilando depois com réguas menores. Sempre do maior para o menor. 
Por ficarem neste cesto com tampa, são tecidos limpos e livres de pó, ainda que fiquem guardados por algum tempo.
 
 
No final da tarefa, o resultado:
Muitas tiras, que podem ser costuradas e depois refiladas em blocos, unidas para viés reto ou o que a imaginação permitir. Muitos quadrados, de três tamanhos e um menor em formato retangular.
Acabou? 
 
 
Não! Claro que  não acabou.
É aqui que realmente começa o papo dos retalhos.
Esses retalhos são a parte que nos serve!
A parte que será usada no Atelier Caseiro.
A parte que terá um novo destino, que vai virar uma(várias) costura(s) na primeira oportunidade.
 
Como assim a parte que serve?
Tem parte que não serve? Tem sim.
 
Só faz sentido acumular retalhos se forem utilizados depois. Lembrando aqui o processo de guardar, passar, cortar e reutilizar. 
 
Todo mundo que trabalha com tecido, guarda retalhos.
Sim, com certeza temos vários acumuladores compulsivos. Pessoas que guardam sem nem saber para quê ou por quê.
Guardam porque outros guardam.
Porque é certo guardar ou porque quem guarda sempre tem. 
 
Só que nem todo mundo usa retalhos.
Nem todo mundo corta os retalhos e costura os retalhos.
Então guarda-los para quê?
Porque todo mundo sabe que retalho vale dinheiro$.
 
Não! Não mesmo. Retalho só vale dinheiro$ se for usado.
Do contrário, seus dinheiro$ estarão juntando pó, ácaros e ainda gastando os dinheiro$ reais da sua carteira com antialérgico!
 
Se não usa, não precisa jogar retalhos fora. Mas não precisa acumular.
Vende! Sabia que tem gente que compra retalho? Queriam comprar os retalhos aqui do Atelier.
Troca! Sabia que dá para trocar? Mas como calcular a medida de um retalho? Vai pelo peso. Troca 200g de tricoline por retros de linha grande, por meio metro de tecido novo que você vai usar...
Troca pelo que você precisa, com quem precisa dos retalhos que você tem, mas não junta ácaros no seu ateliê, por favor!
Não junta bagunça, não deixa o ateliê um caos.
 
Se não for costurar retalhos, saiba que você não vai forrar uma tonelada de botões, nem fazer um milhão de patchcolagem/aplicações, nem vai passar, cortar e ordenar, se não pretende usar!
Então faz esse entulho circular.
Coloca a energia para rodar. Passa adiante!
Não, não manda para cá não, já temos o suficiente.  
E damos destino para os nossos panos...
Depois de cortar, cortar e cortar um pouco mais, sobrou muita rebarbinha do que foi refilado com a régua.
Lixo? Se não tiver uso melhor, com certeza.
 
 
Mas como é tecido 100% algodão, nós utilizamos para rechear um colchão novo para os nossos peludos. Pegamos um soft que estava parado e ainda é bem quentinho para o inverno rigoroso que já vem dando as caras.
Parece que nossos au-aus aprovaram. 

 
E aí, agora acabou? Não!
Ainda sobrou tecido, pequeno é verdade, mas que serve para quem trabalha com micro patchwork... Não serve para fuxicar nem para hexies porque realmente são tecidos pequeninos demais, mas para quem trabalha com foundation é um prato cheio. Nós não trabalhamos e por isso o sacolão vai circular ;)
 

 
Para encerrar de verdade o post, promete que vai definir o que fazer dos retalhos? Promete que vai ordenar o caos e que não vai gastar dinheiro$ com antialérgico e nem deixar dinheiro$ de pano juntando ácaros e pó?
Promete vai?
E depois conta aqui pra gente. ♥  



18 maio 2015

Aula e alto astral

Bom dia Fofuxos e Fofolétis!
Temos sol e temperatura bem amena para esta época no RS. Não sei a segunda de vocês, mas aqui o clima está bem festivo. Será por casa do meu aniversário amanhã?
;) Eu acho que sim.

Como é normal, os dias seguem agitados nesta casinha, com o cronograma do segundo semestre sendo bem trabalhado nas nossas mãos. Bastante novidade por vir, mais aulinhas itinerantes, bazares e lógico, muita costura.
Falando em aulinha, sábado foi dia de aula, aula de bolsa, aula da boa! Muita cor e uma boa dose de diversão.
 
A papelaria, foi arte da Camila Pontes, é nossa frescurinha, o charminho, a cara do Atelier Caseiro... Onde quem costura, a alma cura! ♥
 
 
Sanduiches com pasta de requeijão de gorgonzola, cenoura e beterraba raladas... Saboroso e +- light! Para compensar tomamos chimarrão com chá de capim cidró.
 
 
Bolinho altamente engordiet, mas em porção pequena, individual e sem repeteco.  Excessos na aula? Só se for de costura e risadas! E faz tão bem.
 

 
Trabalhamos bastante e as alunas saíram da aula com o produto totalmente finalizado, porque cá entre nós é frustrante sair de uma aula com um produto pela metade e ter que finalizar sozinha em casa. Não curtimos esta ideia, gostamos mesmo é de ter um produto Fofolengo e prontinho no fim do aprendizado. É festa completa com estrelinhas douradas no boletim e brinde na tacinha, porque a vida pode ser cheia de cor, divertida e trabalhada num sábado de manhã!
 
 
Há quem diga, que o Atelier Caseiro mima demais as alunas, será?
Até hoje não sabemos de ninguém que tenha morrido por receber amor!
E quem dá amor, recebe amor. Eu saí da aula, com esta linda pulseira e grito aos 4 ventos que as melhores alunas são as minhas! As pupilas do Atelier Caseiro!
Obrigada meninas, vocês são demais... Dedicadas demais, queridas demais, aplicadas demais, criativas demais e também conversadeiras demais. Mas isso é detalhe, sempre dá tudo certo e nos entendemos muito bem. :D
 
 
Se este não é o caminho certo, sinto muito, gosto de caminhos floridos, cheios de sorrisos, de mãos estendidas e sei que de mãos dadas irei mais longe, então perdoem, não vou ligar o GPS, nem pegar um mapa, ou mudar de estrada... Acredito nessa minha estrada criativa, colorida, divertida e sonora, cheia de gargalhadas! Acredito nas minhas costuras, no meu trabalho e em um mundo mais gentil e fofolengo.
É isso que me move para fazer mais e melhor. É meu combustível, é o que garante meu sorriso e sim, também o meu sustento.
E quando falo de mimar e ser mimada, não refiro presentes, bem material, frufru ou frescurinha, falo de entrega, de alto astral, de comprometimento com a tal da felicidade, com o prazer de fazer algo que se ama! 
 
Que seja abençoada a nossa semana.
#vemnimimaniversário!
 
 

09 maio 2015

Feliz Dia das Mães!


21 abril 2015

SP - 25 de março e Brás valem a pena?

Quem segue a nossa casinha nas redes sociais, soube que viajei na semana passada. Fui para São Paulo-SP-Brasil, o paraíso do material craft. Mas será que esta afirmação de fato é verdadeira? Já recebi perguntas como as citadas abaixo, de pessoas curiosas sobre o custo-benefício de uma viagem assim e por isto resolvi compartilhar o assunto aqui no blog.
 
A capital paulista é mesmo este mundo maravilhoso para compras de material de artesanato?
Vale a pena viajar para lá?
Compensa?
É mesmo mais barato que nos outros estados?  

Não existe uma receita única e cada uma dessas perguntas deve ser pensada, ponderada, avaliada e calculada por quem pretende se aventurar por lá, ou por aí. Por isso, vou partilhar as minhas experiências, ok? Meu ponto de vista e gostaria que vocês expusessem os seus, nos comentários.

 
SP vale a pena para o Atelier Caseiro e também para mim.
Todas as vezes valeram a pena e claro que o conhecimento aumenta em cada experiência, fazendo com que compense ainda mais. Hoje sei quais as melhores lojas, sei qual loja vende o material que preciso, tenho amigos que moram por lá, e sabem o comércio que está com o melhor preço...

No meu caso, SP NÃO É uma viagem exclusiva de compras.

Tenho familiares e muitos amigos na cidade então além das compras, gosto(muito) de estar com estas pessoas.
Agrego diversão ao trabalho. Ok, sempre faço isso, mas quero dizer que  normalmente fico mais tempo do que se fosse uma viagem exclusiva de trabalho, que eu poderia até ir e retornar no mesmo dia. Ou no dia seguinte, ou mesmo, em excursões rodoviárias, no estilo das sacoleiras, com baixíssimo custo e exclusiva para compras.

Em SP, já fiquei hospedada em hotel, na casa de amigos, na casa de parentes. Onde ficar é um item que influencia no custo da viagem. De qualquer viagem para qualquer destino.

Onde ficar, inclui atenção para localização, região da cidade, bairro!
São Paulo é uma cidade GRANNNNNDE, bem  grande e diferente da nossa pacata cidadezinha na roça, ou seja, o bairro onde você ficará tem influencia direta no custo do transporte local. 
Locomoção: carro, carona, estacionamento, taxi, metro, ônibus... isso deve ser colocado no papel, já que em SP, você não conseguirá fazer tudo a pé.
São Paulo têm um sem fim de restaurantes, comida dos mais diversos tipos e valores, padarias, supermercados, quiosques, opções para todos os paladares, bolsos e uma certeza: em algum momento, você precisará se alimentar, por menor que seja o custo, e ele pode ser quase o mesmo da sua casa, ainda assim, é um custo para ser considerado no total da viagem.
 
Na lista já temos custos de hospedagem, transporte, alimentação, que podem ser maiores ou menores, mas precisam ser calculados e considerados.
Olha que ainda não falei das compras porque antes delas, preciso chegar até SP.
No meu caso, o caminho foi aeroporto, voo para Congonhas.
Atenção aqui, por vezes passagens para o Aeroporto GRU, tem valor bem mais atrativo, mas lembre-se que fica em Guarulhos, grande SP e isso gera custo de transporte e tempo, caso você não tenha carona. O valor da passagem, varia conforme a época, a companhia aérea, horário, mas é possível obter bons preços se você souber pesquisar. Para terem ideia, gastei no trecho POA-SP-POA, praticamente o mesmo que gasto abastecendo o carro com um tanque completo de gasolina.
 
Já temos 4 itens que requerem investimentos: passagem(chegar em SP), transporte(andar em SP), hospedagem(ficar em SP), papá delícia(comer em SP). Isso irá determinar o quanto é vantajoso ou não ir até lá para fazer compras. Há opções mais caras e baratas para estes itens. E somado a eles, é bom pensar em quantos dias pretende ficar na cidade, quanto tempo precisa para dar conta de fazer as compras ou cumprir todos os compromissos!
 
As compras... vamos finalmente falar delas.
Itens craft valem a pena sim, seja na 25 de março ou Brás, as compras compensam. Só alguns exemplos:
Botões paguei 20 centavos, aqui na cidade pago 0,60 pelo mesmo botão.
Tricoline digitalizado que na cidade custa mais de 40 reais o metro, paguei menos da metade do valor.
Tricoline estampado multimarcas a economia passa de 14,00 reais em cada metro. Levando em conta que na mala vieram mais de 80 metros, essa economia com certeza paga os 4 itens relevantes para que a viagem aconteça, passagem, transporte, hospedagem e comida, considerando aí um padrão sem luxos nem excessos.
Tesoura de 21cm, de boa qualidade por 7 reais, mais barato do que mandar amolar.
Zíper que na cidade pago perto de 1,50 ou mais, lá paguei menos de 30 centavos a unidade.
 
Vale a pena, claro que vale.
Se eu recomendo? Sim, recomendo!
Mas nem todo são flores. Para trazer muito, é preciso ir com uma mala vazia e evitar excesso de bagagem. 
É preciso ter uma lista e tentar ao máximo manter o foco nela. É fácil se deslumbrar e gastar bem além do necessário.
Se você conhece as lojas, escapa fácil destas armadilhas, se não conhece e vai debutar no maravilhoso mundo encantado de SP, é bom ir acompanhada de alguém que tenha experiência na região.
 
Ainda, é preciso lembrar que a maioria destes valores é para compras no ATACADO! Atacado lá, nem sempre é sinônimo de possuir CNPJ, mas sim, de consumir grande quantidade.
Se você usa pouco material, nem sempre vale a pena, para que valha, o melhor é juntar um pequeno grupo de amigas, comprar e partilhar o material. Diversas vezes já fiz isso, com materiais que são pouco usados aqui, mas que ainda assim preciso ter na casinha. 
Botões a dúzia é o mínimo, pode ser botão variado e colorido, mas 12 é o mínimo. Tecido o mínimo para corte é 1 metro, bem poucas lojas vendem tecidos cortados e composês como os que encontramos nas feiras. Zíper o mínimo é um pacote com 10 unidades de cada cor ou o corte de 1 metro.
Os calcadores para máquina industrial, lá paguei menos de 2,00 enquanto aqui, o mais baratinho custou 8,00.
Lá almocei por 20,00 como almoçaria por aqui.
Andei de taxi por 10 reais, como gastaria aqui.
O valor de ônibus e metrô assemelham-se com os daqui.

Mas então, considerando tudo isso, vale a pena? Lógico que vale e muito. Olha o carrinho lotado!

Só precisamos entender que as lojas que revendem os produtos em nossas cidades, arcam com custos de aluguel, funcionários, encargos tributários, e querem lucro, e isso justifica um valor bem mais alto, mesmo que ele doa nos nossos bolsos. Quem vai buscar mercadoria, além do custo, incluirá o lucro para revender cada item, ou o custo do frete, tal como os 4 itens relevantes citados acima para que uma viagem de compras aconteça. É por conta disso que os itens são tão mais caros nas nossas cidades.

É preciso lembrar que o que trouxemos nas nossas malas não será revendido. A mercadoria é para uso exclusivo no Atelier Caseiro. É matéria prima para produzirmos as nossas lindezas, não revendemos, então para nós o custo-benefício é excelente e nos permite praticar um preço justo de mercado para os nosso clientes.

Respondendo ao título do post, se for bem calculada, uma viagem até SP exclusivamente para compras vale a pena e sim, principalmente quando bem planejada.
 
Agora uma viagem a SP, com família e amigos, além de negócios e compras, é uma benção.
Super vale a pena, é um 'tudão' com baixo custo e excelente benefício.
Estar em SP, é sempre muito, muito agradável.
Rever amigos queridos, ser mimada pela família, rir até a barriga doer, fazer caretas e registrar numa foto pra toda vida... só isso já vale a pena.
Acrescentando ao pacote diversão, compras, mala cheia e Atelier Caseiro abastecido de lindezas... Que mais eu posso querer?
Além de desfazer as malas e por as mãos na massa, mais nada! ♥

05 abril 2015

Culinária com Amor - Páscoa 2015

No clima das delícias de Páscoa, vamos falar um pouco da Culinária com Amor que surgiu alguns Natais atrás.
Na época cozinhamos brownies  e cookies para cumprir uma tarefa em um curso de empreendedorismo. A aceitação foi tanta, que no dia de Natal estávamos entregando pedidos. A partir disso, definimos que as encomendas seriam limitadas.
De lá para cá, as edições acontecem na Páscoa e no Natal com variações nos itens e embalagens. Nesta Páscoa, trocamos o conhecido cookie, por biscoitos amanteigados de castanha com cobertura de chocolate que foram entregues nas marmitas.
 
 
E o bolinho permaneceu o mesmo da edição de dezembro: Chocolícia, um bolo de chocolate com cobertura de brigadeiro e raspas de chocolate meio amargo. 

Alguns clientes não abrem mão, e por vezes já deixam uma pré-reserva para a edição seguinte.
É gente, nós temos os clientes mais doces! :)
Outros correm para pedir no dia de lançamento das edições. Nesta Páscoa em apenas dois dias esgotamos a oferta da Culinária com Amor. Para produção, foram dois dias intensos na cozinha da casinha e um cheiro incrível de chocolate assando, chocolate derretendo e brigadeiro de chocolate cozinhando... Vocês não têm ideia da tentação, mas valeu a pena.
Outra vez quem deixou para última hora ficou sem. Lamentamos, mas não tem jeito, tem que ser ágil para enviar o pedido. ;)
Esperamos que todos tenham apreciado e se deliciado com as gostosuras de Páscoa, elas foram preparadas com muito cuidado e amor.