05 julho 2015

SP + Mega Artesanal 2015

Como é gostoso atualizar e blog e dividir mais uma viagem com vocês.  
 
Dia 26 de junho embarcamos para São Paulo/SP. A ideia era curtir o final de semana na capital com a família e depois engatar trabalho segunda e terça-feira, retornando na quarta, dia 1° de julho. E, assim fizemos.
O final de semana com a família teve muito carinho, risadas, sol, céu azul, longas caminhadas... Teve shopping, parque Ibirapuera... Vinho e papá delícia. Mimo, muito mimo de sexta a Domingo ♥
A segunda, dia 29, começou geladinha na capital paulista e acompanhada da Flávia o roteiro do dia incluía a região da 25 de Março e o da bairro da Liberdade. Como em abril passado, SP já tinha sido nosso destino, desta vez a lista de compras era bem menor (nem por isso a mala veio menos cheia!)


Encontramos com a fadinha do Atelier, Stella Hoff e seu bebê Fofuxo na ATX, uma loja de tecidos bem conhecida, já havíamos estado lá no ano passado. A loja é super organizada, fomos recebidas pela gerente Carla, com quem já havia trocado e-mail e combinado previamente um pedido de mantas, com valor bem mais em conta que aqui no Sul. Selecionei tecidos que o Claudio gentilmente cortou. Não bastasse escolher os tecidos expostos, invadimos o estoque para trazer em primeira mão para os Fofuxos e Fofolétis da casinha, paninhos que seriam lançados na MegaArtesanal :) O ponto alto da loja, sem dúvida é a paciência dos vendedores e a disponibilidade da gerente em auxiliar. Fizemos as compras, saímos para almoçar e no retorno estava tudo certo para ser despachado pela transportadora, não nos preocupamos com nada. Nem cadastro, nem nota, prazos de envio... nada. Foi a Carla quem cuidou de absolutamente tudo.

Para quem anda na região, com sacolas, compras pesadas, limite da bagagem no retorno, isto valeu ouro!
Depois do almoço e da ATX, nos aventuramos por outras lojinhas... Muitos aviamentos, outros tecidos, e até alguns itens de uso pessoal. Confessamos! Desta vez, sem o peso dos tecidos para carregar, não deu para resistir. Não bastasse sair da região central, por volta das 17 horas, quando o comercio está fechando e o trânsito ficando carregado, ainda encaramos um pulinho no bairro japonês. Lá o destino era rápido e rasteiro, Rua Galvão Bueno e seus mercadinhos, repletos de frescurinhas e delicinhas. Cansadas, chegamos em casa  por volta das 19:30 e a clássica cena de espalhar as compras sobre o tapete da sala e ficar babando se repetiu. Isso e uma xícara de cappuccino, encerram o dia que antecede a abertura da maior feira de artesanato da América Latina, MegaArtesanal, nosso destino da terça, 30 de junho.

 
Em 5 anos, esta foi nossa 4° vez na feira que gera amor e ódio entre artesãos. Para alguns a visita não vale a pena, para outros é imperdível. Nem tanto o céu, nem tanto a terra, dá para viver sem, mas por trabalharmos neste meio achamos imprescindível prestigiar o evento.
Como qualquer grande feira, tem pontos positivos/negativos e alguns passam batido em dia exclusivo para lojista, como foi o nosso caso. Desbravamos juntas a feira, Patricia, Eu, Flavia e a garota da Praia Grande, Stella Hoff, que não aparece na foto abaixo (e não mandou a foto que tiramos juntas) ;)
 
 
 
Com este time as risadas foram altas, as conversas foram muitas e a gratidão sem limite. Por isso falamos sempre que de mãos dadas vamos mais longe.
Mas, nem tudo são flores. Pós feira, lemos muitas reclamações sobre filas: do estacionamento, da entrada, banheiro e praça de alimentação. Já fomos em dia que não é restrito a lojistas e realmente isso é bastante cansativo. Além da pequena fila de entrada, pois chegamos antes da abertura, não tivemos nenhum problema com estacionamento, banheiro ou praça de alimentação. No estacionamento, relatamos para organização um buraco, que poderia causar acidentes na saída a noite. Na saída, havia sido colocado um cone sinalizando o perigo. Ganharam pontos no nosso caderninho.
Valores altos, foi outra queixa recorrente, e sentimos isso! O almoço foi cerca de 10,00 mais caro que no shopping, no mesmo restaurante/franquia. Água mineral (levamos na bolsa, aprendizado de outros anos), mas estava custando 5,00 reais a garrafinha. Nenhuma novidade: pouca oferta, muita demanda, preço alto. É assim que funciona. :(
 
Sobre estandes e expositores: Alguns conhecidos por superprodução, estavam mais enxutos, mais discretos mas igualmente bem produzidos. Outros conseguiram superar e aumentar a fofura do ano passado, caso do estande da Amanda Pin, que trabalha com EVA. O material não é a nossa praia, mas o espaço estava gracioso e ela uma simpatia, praticamente uma boneca falante e sorridente. Outra simpática, que recebe todos com um sorriso e um papo gostoso, é a Rita Paiva, no espaço da Revista Make, sem frescura nem estrelismos, tem um abraço sincero que aconchega e uma palavra que motiva.
Na rua dos artesãos, uma alegria encontrar a Cristina Jaeger, gaúcha querida, expondo suas lindezas ao lado da irmã. Vê-las entre os grandões me enche de orgulho. Obrigada pelo abraço apertadinho e pelo carinho.
 
No quesito tecidos: a simpática Ana Morelli lançou sua linda e colorida coleção de tecidos digitalizados, trouxemos os leques na mala. As cores encantam, estavam logo na entrada da feira, chamando bastante atenção.
O Afonso Franco não estava no momento que passamos pelo estande, mas as Fridinhas são uma overdose de formosura. Vontade de trabalhar com todas as cores, mas o amarelo é apaixonante.
 
O estande da Clover arrancou suspiros, despertou desejo com todos os produtos expostos e gerou raiva dos distribuidores no Brasil, que não trazem 1/5 dos produtos que a marca disponibiliza lá fora. Mas a #mimadasim entrou em ação e saímos do stand com a sacola cheia entregue pelas mãos do CEO da marca. Ganhamos clipes de viés, agulhas de tricô e crochê, fita métrica, o catálogo completo e o contato para comprar lá na gringolândia! :) Feliz, feliz!
 
A Eduk fez a estreia em alto estilo, mandou bem nos cursos ao vivo e na venda de qualquer curso já transmitido pelo valor fixo de 50,00 reais. Atendente simpática e cheia de paciência, bem informada e disposta a orientar sobre os cursos a venda. Bacana de ver.
 
Vimos muitos estandes, vimos muitos produtos, mas as vendas pareceram menores do que no ano passado. Os estandes de máquinas, que ano passado estavam cheios, este ano, no dia de lojista, estavam mais vazios e isso chamou bastante atenção.
 
>Lembramos que estas são nossas percepções e nossas opiniões. Não ganhamos nada para citar nomes, nem promovemos nenhuma das marcas.
 
Independente de cheio ou vazio, seguimos achando que SP vale a pena.
Vale a pena ir na MegaArtesanal.
Vale a pena caminhar todo centro de exposições e gastar sola de sapato.
Vale a pena rever amigos e conhecer ao vivo pessoas deste mundinho virtual.
Vale a pena prestigiar colegas de profissão, amigos e queridos que se aventuram por esse mundo das feiras. Sem dúvida o que fica de mais especial, são os encontros, as fotos, os sorrisos e isso não tem preço. É gratuito e faz muito bem.
 
Para quem pensa que depois da Mega o nosso dia acabou, que nada! Eu, Patricia e Flávia ainda esticamos a conversa em casa. Depois, eu e Flávia fomos na Decatlhon comprar umas 'roupitchas' esportivas, para lotar todos os cantinhos das malas. rsrsrs.
 
 

No retorno, uma sopa bem quentinha, um banho e cama! Não ainda não.
Antes, precisávamos afivelar as malas e esticar um pouco a conversa e neste papo esticado, juntando percepções, vimos que a tal crise econômica que para alguns é marolinha, para outros um tsunami, está mostrando a cara. Talvez isto justifique um público menor, menos sacolinhas, menos transeuntes na 25 de março, restaurantes mais vazios. Por outro lado, isso também dá certeza, de que nosso trabalho de formiguinha, contínuo, com passos pequenos, pé por pé, nos leva adiante, nos mantém fortes e com vontade de fazer mais e melhor.
 
 
Foi com esta vontade que retornamos na quarta,  desfizemos as malas, reabrimos na quinta e trabalhamos todo o final de semana, para fazer mais e melhor para vocês, que prestigiam nossos produtos, nosso trabalho e a nossa casinha. Fofuxos e Fofolétis, vocês têm o nosso sincero agradecimento!

4 comentários:

Cris disse...

Linda sua descrição de tudo , realmente é tudo isso ai .
Por estar trabalhando lá , pouco vejo , mas uma corrida aqui outra lá dá pra sentir a dimensão de tudo
É emocionante e de uma energia muito boa ! Fiquei feliz por te ver e receber teu abraço carinhoso , obrigado por suas palavras !!
Quando der vou visitar sua casinha ! 😘😘

Rosâna Ruiz disse...

Esse ano, não pude ir, vou como artesã, e concordo em tudo o que vc escreveu ! Os sorrisos, os abraços pagam qualquer cansaço, cara feia, etc... Bom trabalho , felicidades

cida silva disse...

Oi amiga ! Sabe nunca fui na mega e este ano queria muito ter ido mas não deu. Fiquei triste mas ano que vem tem mais né. Sabe já li muito comentário sobre a mega deste ano e infelizmente muita crítica ruim. Por isso achei interessante seu post pois é a opinião de quem foi. Acho que tudo é questão de pespequetiva. Porque para quem nunca foi pode ter sido maravilhoso mas para quem já foi muitas vezes talvez já não seja mesmo grande novidade. Bom eu não desanimei mesmo com comentários negativos e ainda quero muito ir. Quem sabe ano que vem a gente não se encontra lá. Bjs.

Lauren Cunha disse...

Olá, bom dia!
Seu blog é muito fofo!
Adorei o seu post sobre a Mega e viajei um pouquinho com vocês, um dia com certeza darei um jeitinho e irei também.
Já seguindo aqui e espero por você no meu cantinho também.
Bjos,
Lauren
http://aprendendocommamae.blogspot.com.br/