19 agosto 2014

Abraça o ursinho e acorda para vida!

Ursinhos nunca saem de moda e nós adoramos fazê-los. Esses, no estilo Tilda, são fofos, delicados e encantam adultos e crianças. Gostamos assim: bem coloridos e com o rostinho pintado. Os da foto, já são estoque para o próximo bazar, chegamos em agosto e a partir de agora toda costura feita aqui no Atelier Caseiro, ganha peças extras, que aos poucos  se acumulam formando o estoque dos bazares e pronta-entrega para o final do ano.
O tempo de folga fica mais raro e as horas extras passam a fazer parte da rotina. Nossos clientes antigos e acostumados com o ritmo da casinha começam a pensar nos mimos e preencher a listinha de presentes. :D Keep calm, d
aqui para frente é a radiola ligada quem dita o ritmo do pedal da máquina. Foco é a palavra chave. 
Já temos aulas e bazares agendados, estamos fechando mais algumas datas. Fizemos um mexe/remexe com alguns compromissos de setembro e teremos uma aula aos sábados todos os meses e bazares em outubro, novembro e dezembro. Se está bom? Está, mas ficará muito melhor! :D
Falando em melhor, quando postamos a foto dos ursinhos, surgiu um comentário sobre perfeição, não a deles, a nossa no quesito costura. Ah, que isso! Claro que aceitamos o elogio  e ficamos lisonjeados, mas não tem dessa frescura aqui não. Existe sim, esforço e dedicação e tentamos sempre fazer mais e melhor. Para isso seguimos passos na produção das peças, empregamos carinho e cuidado com todo material utilizado. Estudamos, pesquisamos, trocamos ideias com outras pessoas, lavamos previamente os tecidos, passamos, costuramos alterando as linhas de acordo com a cor dos tecidos sempre que isso é possível. E, quando não é, procuramos a linha mais neutra para que tudo tenha harmonia.
Cortamos com cuidado, fazemos 'piques' para que pontas e cantinhos fiquem certos. Medimos, esticamos, passamos, bordamos, costuramos, às vezes pintamos também. E claro, desmanchamos quando erramos. Temos essa opção! Respiramos fundo, tentamos de novo, de novo, de novo. Praguejamos, jogamos a peça para outra mesa, xingamos, repensamos e tentamos de novo e de novo e quantas vezes forem necessárias com todo intervalo de tempo para as ideias se acomodarem, o desprezo pelo erro passar e a paciência de recomeçar voltar. As vezes demora!
Teimosia de taurina? Determinação? Cada um nomeie como quiser, mas é teimosia mesmo. C´est la vie.
Na maioria das vezes a tal da teimosia se mescla com a insistência, e o touro se transforma em burro... Daquele burrico de carga, meio manco, meio tonto, um pouco troncho e bem judiado. Não se acerta sempre e ninguém faz tentativas querendo errar. Fato é que o erro acontece quando tentamos e felizmente no mundo não acaba.
Perdemos um pouco de tempo, um pedaço de tecido, alguns metros de linha, talvez até a paciência. 
Então, iremos dormir e ao acordar teremos um novo dia em branco para desenhar. Pensar. Calcular. Tentar. Arriscar. Experimentar. Rabiscar. Alinhavar. Costurar. Um dia em branco para vivenciar novas e velhas sensações. Para fazer aquela peça dar certo! Para ela ficar bonita, certinha, 'redondinha'.
A vida é assim, têm inicio, meio e fim. Enquanto estivermos no início e no meio poderemos reescrevê-la, só perderemos a chance quando ela chegar ao fim.
Boa noite, e ao acordar aproveite para recomeçar.
Carpe Diem.

2 comentários:

cida silva disse...

Que lindo texto !
Relatou muito bem a rotina de todas nós artesãs. Muita gente pensa que pelo fato de trabalharmos em casa tudo é muito fácil. Mais não é e por isso acabam desvalorizando nosso trabalho. Mas que bom que existem pessoas como você que ainda acreditam na arte e faz acontecer. Bjs.

Jéssica Radtke disse...
Este comentário foi removido pelo autor.